Ouvir sua voz me traz um imediato conforto.
Embora a mágoa e o rancor ainda resplandeçam.
Existe algo que ainda me prende a você
Uma lembrança, uma certeza...
Pensamentos confusos...
De alívio, pois sei que você está vivo.
E tristeza, por saber que você nem cogita
Que sou eu essa criatura perturbada que liga
No meio da madrugada, atormentando seu sono...
E entre bebedeiras permanece meu penar.
Por continuar a pensar em você
E ainda lhe procurar.
Para apenas ouvir sua voz
E nada além cogitar.
Sentimento maldito que me assombra.
Pois leva meus pensamentos até você.
E tão maldita quanto é a bebida
Que me desprende de qualquer pudor.
E faz com que eu ligue
Apenas para ouvir sua voz.
E saber que está vivo.
Está feliz...sem mim na sua vida.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Revolucionários de mesa de bar
Sentam na mesa do bar no começo da tarde.
Em algum espaço nobre da cidade.
Estudantes de classe média alta
Com suas camisetas do Che Guevara
E boinas vermelhas de marca.
Bebem cervejas caras.
E discutem possíveis mudanças
Na estrutura político-econômica-social do mundo.
Propostas subversivas e renovadoras
Mas nenhuma ação concreta se realiza.
Quanto mais bebida mais eloquente a conversa.
Mais teorias, porém tudo balela.
Discursos dignos de um revolucionário.
Manifestações, passeatas, greves.
Mas nada sai do campo das ideias.
Tarde da noite, a cabeça cheia de álcool.
As palavras tortas, o andar desequilibrado.
Hora de pagar a conta e ir pra casa.
Dirigindo seu carro importado.
Comprado com o dinheiro de sua rica mesada.
Acabou a conversa, os combatentes se retiram.
Assim termina a guerrilha de buteco.
A revolução é adiada.
Para a tarde do dia seguinte.
Entre mais cervejas caras...
Em algum espaço nobre da cidade.
Estudantes de classe média alta
Com suas camisetas do Che Guevara
E boinas vermelhas de marca.
Bebem cervejas caras.
E discutem possíveis mudanças
Na estrutura político-econômica-social do mundo.
Propostas subversivas e renovadoras
Mas nenhuma ação concreta se realiza.
Quanto mais bebida mais eloquente a conversa.
Mais teorias, porém tudo balela.
Discursos dignos de um revolucionário.
Manifestações, passeatas, greves.
Mas nada sai do campo das ideias.
Tarde da noite, a cabeça cheia de álcool.
As palavras tortas, o andar desequilibrado.
Hora de pagar a conta e ir pra casa.
Dirigindo seu carro importado.
Comprado com o dinheiro de sua rica mesada.
Acabou a conversa, os combatentes se retiram.
Assim termina a guerrilha de buteco.
A revolução é adiada.
Para a tarde do dia seguinte.
Entre mais cervejas caras...
Lembranças
Quando eu partir não é pelo meu rosto que espero ser lembrada...
Nem pela cor dos meus olhos, ou pelo formato da minha boca.
Tampouco quero que lembrem dos meus cabelos ou do meu corpo.
Não quero que lembrem de mim pela faculdade que fiz,
O emprego no qual trabalhei,
Ou o dinheiro acumulado em minha conta.
Não quero ser lembrada pelo lugar em que eu morava,
Por quantas línguas eu falava,
Ou com quantas pessoas eu dormi.
Nada disso sou eu.
Quero ser lembrada pelos abraços que dei,
Pelas lágrimas derramadas,
E as palavras que eu disse, fossem elas amorosas ou cruéis.
Pelos atos loucos e impensados que cometi,
Os corações partidos que deixei para trás.
E as feridas abertas...
Mas também quero ser lembrada pelo amor que compartilhei,
Por todas as causas que lutei, perdidas e conquistadas.
E pelos momentos em que eu soube desistir de algo.
Espero ser lembrada por meus sentimentos imperfeitos e desconexos.
Pois são eles a base da minha existência,
São o que constituem o meu ser.
Nem pela cor dos meus olhos, ou pelo formato da minha boca.
Tampouco quero que lembrem dos meus cabelos ou do meu corpo.
Não quero que lembrem de mim pela faculdade que fiz,
O emprego no qual trabalhei,
Ou o dinheiro acumulado em minha conta.
Não quero ser lembrada pelo lugar em que eu morava,
Por quantas línguas eu falava,
Ou com quantas pessoas eu dormi.
Nada disso sou eu.
Quero ser lembrada pelos abraços que dei,
Pelas lágrimas derramadas,
E as palavras que eu disse, fossem elas amorosas ou cruéis.
Pelos atos loucos e impensados que cometi,
Os corações partidos que deixei para trás.
E as feridas abertas...
Mas também quero ser lembrada pelo amor que compartilhei,
Por todas as causas que lutei, perdidas e conquistadas.
E pelos momentos em que eu soube desistir de algo.
Espero ser lembrada por meus sentimentos imperfeitos e desconexos.
Pois são eles a base da minha existência,
São o que constituem o meu ser.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Insanidade
Superei mais de uma vez o fim.
Talvez por saber que no final você voltaria.
Desta vez foi diferente.
E definitivamente você partia.
Não chorei, não lamentei.
Mas as vezes me vejo beirando a loucura.
Procurando você em todos os cantos.
Vendo seu rosto por todos os lados.
Não lhe desejo de volta.
Mas vivo nesta neurose esquizofrênica.
Ultrapassando meus limites,
Colocando-me a prova.
Procuro uma forma de expurgar essa loucura.
Que me atormenta o sonho.
Pulula em minha cabeça de tal maneira.
Que em constante delírio me encontro.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Não me venha com essa de amor
Não use jamais esta palavra
Ela não lhe trás nenhum significado.
Você nunca entenderá este sentimento
Pois você só percebe
O que se passa em seus pensamentos.
Não venha me falar bobagens,
Prometer aquilo que nunca irá cumprir.
Fazer juras de amor eterno
Quando suas atitudes só mostram
O que com o tempo irá ruir...
Fale-me a verdade, sempre.
Não o que desejo escutar.
Cansei de promessas perenes.
Paixões levianas que apenas sustentam
A ilusão que se desfaz com o tempo.
E assim continuo
Me embriagando noite após noite
Me afogando em cervejas e cigarros.
Para ver se no fim das contas
Em algum canto eu me acho.
Ela não lhe trás nenhum significado.
Você nunca entenderá este sentimento
Pois você só percebe
O que se passa em seus pensamentos.
Não venha me falar bobagens,
Prometer aquilo que nunca irá cumprir.
Fazer juras de amor eterno
Quando suas atitudes só mostram
O que com o tempo irá ruir...
Fale-me a verdade, sempre.
Não o que desejo escutar.
Cansei de promessas perenes.
Paixões levianas que apenas sustentam
A ilusão que se desfaz com o tempo.
E assim continuo
Me embriagando noite após noite
Me afogando em cervejas e cigarros.
Para ver se no fim das contas
Em algum canto eu me acho.
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