quinta-feira, 30 de junho de 2011

Se é pra falar de saudades...

Meus olhos brilham ao ouvir teu nome
O coração dispara diante da incerteza
Meses a tua espera
Com uma única pergunta na cabeça.

Não sei o que esperas de mim
Já não sou mais a mesma.
Também tenho medo do que te tornaste
E será que ainda tu pensas em mim com saudade?

Só posso aguardar o passar do tempo
Que tão cruel nos separa
E aquela única pergunta que em minha mente martela...
Será que tu ainda pensas em mim como naquela época?




domingo, 26 de junho de 2011

O ser sozinho

Nada mais difícil no mundo que a solidão.
Porém nada mais verdadeiro.
Nascemos sozinhos
E assim morreremos.

Caminhante solitário.
Procurando desesperadamente por algo
Que talvez nunca exista.
Uma companhia, uma mentira.

Triste destino daqueles que insistem
Em ver no outro a sua alegria.
Pois quando este se vai
Não resta nada além da agonia.

Agora sorte daqueles que apenas em si confiam.
Aqueles que nada esperam.
Estes sim descobriram a verdade
De que nada nesta vida é eterno.

sábado, 25 de junho de 2011

Acorda Maria

Acorda Maria às 6 da matina
Prepara o café e busca o pão.
Chama o marido,
Dá banho nos filhos.
E sai para mais uma jornada de cão.

Acorda Maria a caminho do trabalho.
Saia no joelho e cabelo preso.
No ônibus lotado
Os homens se esfregando.
"A vagabunda só pode estar gostando".

Acorda Maria com os olhos marejados.
Correndo atrás do futuro.
No serviço, mais abusos.
Seu chefe, porco nojento.
"O que você faria por uma promoção Maria???"

Acorda Maria de volta pra casa.
Faz a janta, lava a louça.
"Cade a cerveja???"
"Mãe, o Juca me bateu!!!"
"Não vou comer essa porcaria!!"

Acorda Maria tarde da noite.
Tira a roupa, entra no banho.
Lágrimas se misturam à espuma.
Mal se deita, seu pijama é arrancado.
O marido lhe penetra como um animal desvairado.

Acorda Maria no sono profundo.
Que Deus lhe proteja e guarde.
Porque só assim prosseguirá
Em sua eterna passividade.

Acorda Maria pra realidade da vida.
Deus não vai lhe salvar.
Nem seu homem, nem seu trabalho.
Liberte-se Maria!
Pois apenas você pode se livrar desta rotina maldita!!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Desejo incomensurável

Anos a sua espera.
Sonhando com seu toque,
Seu cheiro, seu corpo...

Uma mensagem - não, não pode ser!!
E eis que tudo se torna real.
Após cervejas e conversas furadas acabo em sua cama.

O mais fabuloso sexo que jamais ousei imaginar.
Depravado, agressivo, sujo
Com um toque de proibido.
E nada mais.

Sobrou apenas a lembrança daquela noite louca.
Pela qual lhe serei eternamente grata.
Onde no calor do seu desejo
Tornei-me mulher em seus braços.

Coincidências do mundo

Entre tantas pessoas, tive que pousar meus olhos em você.
Se não bastasse isso, aquele fatídico encontro em um farol.
Seu sorriso, seu olhar...tudo era mágico
Um daqueles momentos de perfeita comunhão...

Essa foi nossa primeira (in)feliz coincidência.
O começo de um sincero e profundo amor, onde nada poderia ser mais doce e verdadeiro...
Noites com cheiro de vinho, sexo e cigarros...
Até que as noites se tornaram dias arrastados e rotineiros...

A velha mágica se perdeu
E seus olhos se viraram para outro alguém.
E assim iniciei minha solitária caminhada, para longe(?) de você...

Mas não, você não me deixou partir.
A cada tentativa de me afastar você me prendia de volta
E cansada de lutar contra minha natureza me rendi, mais uma vez...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Não Pensar

Odeio a falta de inspiração
Proveniente da obrigação.
A cabeça cansada, as vistas já turvas...

Os pensamentos voam longe,
Mas os prazos me puxam de volta
Pressionando-me a produzir, a pensar, a agir...

domingo, 19 de junho de 2011

Raiva? Não, destino...

Faces rubras,
Coração apertado,
Lábios secos.

Mentiras sustentadas pela distância,
Promessas que nunca se realizarão.
Minhas? Não, não...isso não faço mais não...

A vingança me chega,
Pelos braços de uma Anja.
E um golpe certeiro e despretensioso seu
Sem motivo ou intenção...

Apenas o alerta da regra dos três
Que há tempos me persegue
Fazendo com que eu pague
Por tudo aquilo que um dia plantei.

sábado, 18 de junho de 2011

Prisão

Ao me soltar das amarras que me prendiam em outrora
A liberdade vinha acompanhada de um grande alívio...
Mas dessa vez senti apenas o gosto acre na boca
E o peso da culpa...

Não por amor, tesão ou respeito
Mas pelo medo da possível agressão escrita em seu olhar,
Do aperto descontrolado de seus braços em meu corpo,
De suas tímidas lágrimas, da sua voz entrecortada...

E o que mais me dói é saber que a causa disso tudo está além de nossos desejos...
Não é nada mais do que um sentimento de posse enraizado em nossas mentes.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

O mais belo romance que nunca aconteceu

Sentimento cruel este
De ter saudades daquilo que nunca aconteceu...

Sinto falta do encontro que não tivemos,
Do filme que não assistimos,
Da noite que não passamos juntos,
Do sexo que não fizemos...
Do "eu te amo" que eu nunca falei
E continua preso em minha garganta...

E esta angústia dói mais do que o medo que eu tinha de tudo isso,
Pois ela vem acompanhada do arrependimento,
Da negação de um amor que nunca vivemos...